Falar de suícidio não é fácil, mas é necessário, é um assunto muito delicado e que a grande mídia não fala muito, eles acreditam que influenciará as pessoas a cometerem o ato, mas isso não é verdade, é um mito! Nós da area da saúde mental atendemos em nossos consultórios muitos casos e garantimos que a melhor forma de prevenção é orientarmos a sociedade como lidar com a situação.

 

Hoje o suicídio mata no Brasil mais do que a AIDS! E 90% dos casos registrados poderiam ter sido evitados se a sociedade estivesse bem informada!

 

Eu fiquei pensando: quem nunca conheceu alguém que se SUICÍDOU? Quem não conhece alguém que já TENTOU, ou pelo menos teve PENSAMENTOS?

 

Acredito que a maioria das pessoas conhece ou já conheceu alguém nessa situação! E provavelmente não conseguiram ajudar porque não sabiam como. Assim sendo, se faz necessária a orientação a fim de prevenção.

 

Neste blogpost falaremos um pouco sobre as características das pessoas que pensam em tirar suas próprias vidas, e como podemos previnir. Lembrando que cada caso é um caso diferente, são pessoas diferentes e dores distintas que demandam uma atenção bem particular. Mas no geral as seguintes características:

 

1 – A pessoa direciona a visão apenas para aquele problema ou aquela dor, ela vai afunilando seu olhar para aquela direção onde demanda mais energia, e não vê possibilidades de saída para sua situação.

 

2 – A pessoa fica desacreditada, perde a esperança, a falta de sentido da vida, fica isolada dentro da própria dor. Vive um vazio existencial infinito. Começa a perder o interesse pelas coisas que antes gostava, se afasta dos vínculos afetivos, não procura os amigos e não importa que as pessoas não o procurem, se isolando completamente.

 

3 – Aos poucos vai deixando de cuidar da sua aparência, e se importa cada dia menos consigo mesmo. Em alguns casos começam a fazer uso de substancias químicas com a intenção de camuflar a dor mas que na verdade só agrava.

 

Há um grupo de pessoas que se encontram em fatores de risco:

 

– Pessoas que já tentaram tem um grande risco de tentarem novamente.

 

– Históricos de suicídio na família tende a motivar.

 

– Pessoas que não tem muitos vínculos afetivos.

 

– Usuários de álcool e outras drogas.

 

–  Pessoas que tem transtornos mentais.

 

– Pessoas com idade entre 15 e 35 anos, ou após os 75 anos.

 

Mas e como ajudar essas pessoas em um momento de grande dor?

 

Quando você ouvir frases assim: “queria dormir e não mais acordar”, “queria sumir e esquecer-se de tudo”, “não existe saída para meus problemas”, “não quero sair de casa para nada”, “minha vida não faz sentido”, “não farei falta para ninguém”… É importante se atentar a essas falas e acolher a pessoa na dor dela.

 

É necessario tomar cuidadado com as críticas e os conselhos feitos de forma indevida, um grande problema nessa situação é a autopressão que a pessoa já está sentindo, os julgamentos sociais só agravam a situação.

 

É bom fazer perguntas para saber como está a real situação. Você já pensou em suicídio? Você já planejou? Se a pessoa disser que sim, pergunta como seria o suicídio. Assim, você conseguiria saber o que está nos pensamentos da pessoa e poderia tentar evitar que ela se mate.

 

Vale perguntar se a pessoa tem outras opções além do suicídio, e ajudar a pessoa ver outras possibilidades, pode ser que ela não esteja percebendo uma saída por causa da dor que está vivenciando.

 

Busque estabelecer um vínculo, uma parceria com aquela pessoa, como se fosse criar um pacto, façam um compromisso de que se surgir em algum momento à vontade de se suicidar, ela te chame para conversarem. É importante as pessoas mais próximas saberem da situação e ficarem em estado de alerta.

 

Tente convencer a pessoa a buscar ajuda de psicólogos e psiquiatras, estes são os profissionais que estão mais capacitados para lidarem com a situação e podem oferecer um melhor suporte para a pessoa que está em sofrimento e sua família.

 

Precisamos ter consciência que a pessoa não quer se matar, ela quer acabar com a dor e o sofrimento!

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