Você pode estar em casa, trabalhando, esperando um vôo, assistindo TV ou conversando com alguém, e de repente, começa a sentir coisas. Coisas que parecem erradas. Coração disparado, suor, tontura, formigamento nas mãos, mal-estar, falta de ar… “Aaaaaahhhhhhh eu vou morrer! Tem algo muito errado comigo!” Depois de instantes, que mais parecem uma eternidade, você volta ao normal.

 

Se isso lhe parece familiar, já fez milhões de exames e tudo parece estar bem, pode ser que você sofra de ataques de pânico. Um ataque de pânico é uma situação de intensa ansiedade e que qualquer pessoa pode experimentar, independente de ter ou não um histórico de ansiedade. Às vezes, os motivos são claros, como por exemplo no término de um relacionamento, ao ser demitido de um emprego ou antes de uma viagem de avião. Em outras vezes, parecem ser totalmente aleatórios. Independente da “causa”, estes sintomas trazem bastante sofrimento, desconforto e até prejuízos significativos para quem os experimenta.

 

O que fazer então?

 

A primeira coisa é entender o ciclo da ansiedade. Ela vem como uma onda muito forte, capaz de nos derrubar e deixar submersos por algum tempo. Em seguida, passa. Mas o medo de que ela volte continua. Passamos a não querer mais entrar no mar. O sofrimento gerado permanece na memória, ocupa os pensamentos e faz com que se queira de toda e qualquer maneira que aquilo nunca mais aconteça. É assim com você?

 

Sem nem se dar conta, muitas vezes o medo de ter ansiedade é maior do que qualquer coisa. E assim, você começa a deixar de fazer coisas porque “vai que eu tenha uma crise de ansiedade lá?”. E quando menos você se expõe às situações, mais inseguro fica. Você perde o controle da sua vida para quem mais queria controlar – a ansiedade.

 

Tenho uma boa e uma má notícia. Para não deixar você ansioso, vou dar logo a má primeiro: lidar desta maneira não ajuda em nada a ficar em paz. Porém, a boa notícia é que existem algumas habilidades que podem ser treinadas para auxiliar a conviver com a ansiedade numa boa – sem deixar ela decidir se você irá ou não naquela viagem (“já pensou se eu tenho uma crise? Melhor não ir”), na festa da sua amiga, no cinema, no supermercado, etc. Porque o que muitas pessoas não percebem é que estas estratégias de evitação funcionam só a curto prazo. Claro, se eu não vou em tal lugar, não fico ansioso. Só que isso é beeeeem diferente de lidar com a ansiedade. A longo prazo, o que acontecerá? Dá pra evitar tudo na vida? Ficar para sempre em casa? Dá pra não ir em nenhuma festa, cinema, shopping, viagem, casa de amigos, trabalho? Até dá, mas… Essa é a vida que você deseja levar?

 

Por isto, perceber o papel que a ansiedade exerce em sua vida é crucial. Além disto, estar atento às suas reações quando a onda chega, e se o que você tem feito até então tem sido útil é parte importante do processo. E lembre-se: você não está sozinho! Há inúmeras pessoas no mundo todo sofrendo sem pedir ajuda por acharem que são fracas ou loucas… E isso não é verdade. Ansiedade tem tratamento.

 

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